segunda-feira, 6 de abril de 2009

SONETO DA SAUDADE

No peito a saudade se faz,
o olhar fica distante,
na lembrança a vontade é gritante
de rever ao menos uma vez mais

No peiro um nó apertado
desafina o compasso do coração,
pássaros num coral afinado
mas na mente não há canção

No peito cresce a saudade
é grande o desejo de reencontrar
um abrigo, uma amor, um amigo

Uma antigo recanto da felicidade,
a ausência sentida é puro castigo
o peito é a praia, a saudade é o mar


Gilberto(soneto tirado do livro PERFUME DE MULHER de Gilberto D Ferreira

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