quarta-feira, 15 de abril de 2009

PEREGRINO

Me sinto sozinho como um peregrino
que vai pro deserto à procura de água
para tentar curar a mágoa
de uma recente marca de amor
pois eu era a causa do teu desatino
e você exalava o aroma da mais rara flor
e eu era livre como o vento ateu
e eu era teu melhor caminho
e por opção minha vida era tua
e só você era musa para minha poesia...;
como uma estrela eu me sinto sozinho
a mais solitária estrela, perdida na imensidão
e é como se não houvesse uma constelação
com milhões de estrelas em torno de mim
é como se fosse somente eu
a brilhar numa noite fria e sem lua;
e enquanto lágrimas em meus olhos correm
pedaços meus correm contigo
e a cada novo dia
se inicia uma nova caminhada rumo ao fim







GILBERTO D. FERREIRA

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