sexta-feira, 3 de abril de 2009

NEM DEUSA, NEM ESCRAVA; APENAS MULHER

Meu suor escorre em tua pele macia,
meus lábios percorrem teu corpo molhado,
me acendo com a imagem, a poesia
de teu corpo se contorcendo de prazer,
me acendo com a doce visão
do teu jeito entre puro e devasso,
me dizendo no ouvido, baixinho
as coisas mais puras e as mais obscenas...;
da vida, nós vamos tirar,
o que de bom a vida tiver,
as coisas são caminhos
pra nunca mais percorrer...;
me acendo com teu toque,
e também com teu olhar,
nos encaixamos sem choque,
nos tocamos sem pecado,
nos amamos pela noite, sem falso pudor;
e depois de horas fazendo amor,
adormeces menina, nos meus braços
pra eu sentir teu coração no meu peito,
e nem parece aquela que no leito
foi a mais ardente fêmea, a mais plena,
ciente de que nada adiantava
ser deusa ou ser escrava
e não ser completamente mulher


GILBERTO D. FERREIRA

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